segunda-feira, 22 de março de 2021

“Plantando água” para a manutenção da vida



Você sabia que, neste mês de março, é comemorado tanto o Dia Internacional das Florestas (21) como o Dia Mundial da Água (22)? Elas estão tão conectadas que até as datas comemorativas são juntinhas. 

Mesmo sendo considerada um direito de todos(as), a água é escassa para uma grande parte da população, principalmente a mais vulnerável. Um dos protocolos para evitar o Coronavírus, por exemplo, é lavar as mãos, com água e sabão; porém, 3 bilhões de pessoas no mundo (40% da população mundial) não têm acesso à estrutura básica em suas casas. O próprio Jardim São Luís possui falta de água em muitas casas e também denota um problema sério de saneamento básico, o que se reflete diretamente no alto número de casos de COVID nesta região. 

Aqui, na Fundação Julita, temos algumas tecnologias ambientais que ajudam a capturar e a reaproveitar a água, e são possíveis de serem feitas em casa, como captação da água de chuva, a cisterna, o jardim de chuva, círculo de bananeiras, entre outros. 

Acompanhe nossas futuras postagens, que iremos explicar como funcionam essas metodologias, e, se quiser conhecer pessoalmente, agende uma visita pelo e-mail (ambiental@fundacaojulita.org.br). Um de nossos educadores ambientais terá o maior prazer de mostrar e explicar como elas funcionam! Seguindo todos os protocolos de segurança da pandemia. 


E de onde vem a água, você já parou para pensar? 

A água surge das nascentes, ou bicas, que é o ponto em que a água está subterrânea (os também chamados aquíferos), dali vai para a parte de cima, formando os córregos que formam os rios, e que vão desembocar no mar. Porém, para que a água dessa nascente seja garantida é importante, por exemplo, conservarmos ao máximo esse lugar, deixando as matas ciliares (que são matas que ficam em torno desse ponto) para que essa água seja preservada.

Além da floresta ser importante para preservar as nascentes dos rios, elas também têm outra função fundamental, que é trazer água em forma de vapor, ou seja, pelo ar, da Amazônia para a região centro-oeste, sudeste. São chamados rios voadores ou rios flutuantes e são tão poderosos que podem transportar mais água que o próprio rio Amazonas! Isto ocorre devido ao vapor liberado pela umidade das árvores da Floresta Amazônica, ou seja, as árvores fornecem muita água. A quantidade de árvores que doam água em forma de vapor é imensa; uma árvore transporta mais de 1000 litros de água por dia, ou seja, preservar a floresta também é uma forma de preservar a água.

E qual a importância da água? Sem ela, a vida não existiria! Ela está presente no nosso corpo, no nosso alimento, em todos os seres, na agricultura; ela é importante para a manutenção do clima e temperatura. Ela é tão fundamental, que, em 2010, a Organizações das Nações Unidas (ONU) reconheceu o direito à água limpa e segura como um direito humano essencial, colocando a água e o saneamento básico como um dos objetivos para o desenvolvimento sustentável (ODS - 6), a fim de garantir a disponibilidade e a gestão sustentável de água potável e saneamento para todos.

Vamos fazer a nossa parte?

Mesmo sendo um bem universal, nós acabamos não valorizando tanto a água no nosso dia a dia, poluindo (esgoto doméstico e principalmente industrial) cada vez mais nossos rios, desperdiçando água (casas e indústrias). Atualmente, empresas internacionais estão de olho nos nossos aquíferos (as águas subterrâneas comentadas no início do texto), querendo privatizá-las, fazendo com que tenhamos que pagar ainda mais por esse bem que nos é legítimo por direito, o que aumenta ainda mais os problemas sociais, ambientais e de saúde entre a população principalmente as de menor baixa renda.

Como cidadãos precisamos fazer a nossa parte, não desperdiçando água e reaproveitá-la na medida do possível, porém também precisamos exigir saneamento básico e garantia de limpeza de nossos rios, além de não permitir que o privatizem. Se hoje a água não atinge uma grande parte da população, imagina se fica na mão de empresas que visam o lucro e não o bem-estar das pessoas.

E, caso você ainda não conheça, aproveitamos para apresentar as tecnologias ambientais de preservação e reaproveitamento da água que temos no nosso espaço.  










           
Para saber mais:


Movimento dos Atingidos por barragens - https://mab.org.br/quem-somos/
Podcast - Água de lata - deixa que eu conto (infantil)
Livro (infantil) - Um dia, um rio. Autor: Leo Cunha. Ilustração: André Neves. Editora: Pulo do gato. 


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